segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Definir Prioridades

Este Sótão da Gina tem andado um pouco vazio de conversas, não pelas férias da dona do espaço ou das suas amigas que normalmente se reúnem em amenos diálogos e tão pouco por falta de assunto – o que sobra hoje em dia é assunto interessante dia a pós dia; o problema é que quando se tem de definir prioridades, inevitavelmente algo fica para trás.

Os leitores atentos deste espaço inteiraram-se que quem vos escreve e mantém o sótão para além de outros somenos afazeres, dedica-se à pintura em acrílico e à escrita de livros.

Estes afazeres ocupam tempo que por vezes tem prazos a cumprir e daí o sótão vai ficando um pouco mais vazio.   

Não é fácil deixar algo para trás quando na realidade se gosta, mas as conversas no sótão nunca sendo de circunstância – sempre rigorosas – obrigaram continuamente a reflexões e pesquisas para não defraudar nenhum dos leitores.

Palavras em Tons de Azul ○Virgínia Dias

Pensámos em encerrar o sótão, contudo as visualizações continuam apesar de não havermos escrito nada de novo desde Abril – ou seja – tudo o que foi escrito até aqui tem o seu valor e poderá continuar a ser uma valia acrescentada para os que amavelmente nos seguem lendo.

Cada vez mais pela blogosfera  e redes sociais se privilegia mais a imagem que as palavras - muitas delas são cópia de outras tantas que se vão replicando ao sabor do vento.



Encontros e Desencontros de Maria ○Virgínia Dias
De facto as palavras servem apenas os que gostam de ler, os que se perdem por elas, os que as amam.

As palavras dão trabalho a quem as pensa, as escreve e a quem as lê – contudo são também um enorme prazer a todos esses mesmos que se dão a esse trabalho!

A interlocutora ama demais as palavras, por isso dá-lhes um valor muito importante na sua vida… tão importante que teve de deixar o sótão um pouco de lado para iniciar novas páginas num novo livro.  

O seu primeiro romance “Encontros e Desencontros de Maria” seguiu-se o “Palavras em Tons de Azul”, livro de poesia e contos,  ambos à venda na  Editora Bubok online, estarão também presentes na Feira do Livro no Porto de 2 a 18 de Setembro próximo.



Palavras em Tons de Azul ○Virgínia Dias




Depois destas duas publicações a autora tem-se dedicado a um novo romance que é uma dança leve e sedutora entre a realidade e a ficção.

Os dias que agora continuam longos mas já perdendo um pouco de luz, não têm horas suficientes para estes prazeres que a autora encontra entre a escrita e pintura  - daí a definição de prioridades ter de ser um tanto ao quanto rígida não dando tanto espaço para que no Sótão da Gina continue a haver tantas conversas interessantes como antes.


Muito grata! Votos de um resto de excelente Verão.





domingo, 17 de abril de 2016

Sabedoria e Mitos Sobre a Idade

A conversa hoje no Sótão da Gina inicia-se sobre a ideia generalizada de em Portugal, uma grande maioria, considerar que a idade é uma fatalidade;  como já é habitual aqui no Sótão, as palavras vão-se soltando e até divergindo um pouco, mas centrando-se no que a sabedoria e os mitos sobre a idade nos vão dizendo.

Temos uma população envelhecida que pensa e insiste que a idade é uma fatalidade; esta é também a população que normalmente é alimentada a balões de soro de medicamentos para tudo o que é sintoma - vai vivendo - alguns até vegetando, até chegar o dia da sua partida para outra dimensão, sem muito provavelmente, dar-se conta que poderia ter vivido uma velhice bastante diferente, porque nunca chegou a acordar para uma realidade também ela diferente.  

Sabedoria e Mitos Sobre a Idade

Não sabemos se esta realidade portuguesa é única, não sabemos tão pouco se vai continuar a perdurar de forma significativa como estigma; sabemos apenas que alimentar estas realidades não é de todo aconselhável.

·         - Há quem diga que passou pela crise dos 40, dos 50 e mais não sei que crises na idade.
·         - Há quem diga que envelhecer é deprimente.
·         - Há quem diga que ter 18 ou 20 anos é que é bom.
·         - Há quem diga que só os velhos são sábios.
·         - Há quem diga que só em novo é que se tem boas relações sexuais.
·         - Há quem diga tantas outras coisas que se transformam em mitos sobre a idade.

Sabedoria e Mitos Sobre a Idade
Nós dizemos, no entanto, que há velhos novos e novos velhos, e nada é conseguido nem por força do mito nem por régua e esquadro.

Porquê?

Porque consideramos vários factores:

- A genética, a personalidade, a predisposição, tendência e postura.

Enquanto que a genética dita, em grande percentagem, a aparência,  a saúde e alguns traços da personalidade - a predisposição para abrir novos horizontes, o aprender algo novo, a curiosidade, a criatividade – abre toda uma panóplia de oportunidades e curiosidades que faz olhar para cima, que faz desenvolver cada vez mais a beleza interior em vez da obscura e constante obstinação  - do só em novo é que se é belo - só em novo é que se é feliz.

A tendência para perspectivar a vida de forma adequada a cada vontade, a cada desejo, com consciência de donde veio e para onde ainda quer ir, saboreando o caminho de forma curiosa e intensa, transforma a postura e imprime-lhe uma sensação única e inigualável, ao contrário de fazê-lo apenas e só pela idade que está inscrita na certidão de nascimento.

Sabedoria e Mitos Sobre a Idade

O mito que sustenta a ideia de que juventude significa beleza e felicidade pode convencer uns, mas o acordar de outros, que encaram a realidade sem medos ou tabus, desfrutando do envelhecimento como um estado de alma, traduzido naquilo que cada um quer para si, constitui para nós, aqui no Sótão da Gina, a esperança de que a vida da grande maioria dos portuguese envelhecidos pode ser alimentada e enriquecida de Sabedoria ao invés de Mitos Sobre a Idade e  jamais poderá continuar a ser encarada como uma fatalidade.

Se tiver uns minutinhos extra, leia este artigo com um vídeo bastante interessante com Jane Fonda, uma mulher com 78 anos que tem uma visão da idade bastante idêntica à nossa.

E para terminar, fica o emblemático vídeo de Lana Del Rey  - Young and Beautiful,  que dá para reflectir um pouco sobre algumas inquietações femininas.


sábado, 2 de abril de 2016

Limpeza de Primavera

A Primavera chegou, e com ela dias mais longos que sugerem uma organização mais eficiente para uma vida mais voltada ao exterior e saudável,  mas para tal é aconselhado uma limpeza mais profunda, daí, a conversa hoje no Sótão da Gina surge com alguns conselhos úteis a ter em conta para uma boa limpeza de Primavera.

Dias mais longos, mais sol e temperaturas mais amenas são sinónimo da chegada da Primavera que por sua vez  é associada ao reflorescer, ao renascer; logo no seu início deve aproveitar-se  para limpar e reorganizar os espaços de casa, onde uma  limpeza geral que inclui paredes, tectos e janelas é aconselhada,  mas não só.

Limpeza de Primavera

De ponta a ponta e com algum método eficaz, recomenda-se começar pela entrada, limpando e reorganizando cada espaço para que seja mais fácil manter limpo, fresco (cheiroso) e organizado durante o resto do ano -  mas também pode ser feito o inverso – começar pela cozinha e terminar na entrada.

1 - Entrada - A porta de entrada deve abrir bem e sem qualquer tipo de obstrução. Se tem cabide com casacos de Inverno, arrume-os, assim como calçado ou chapéus-de-chuva. Reveja o correio ou publicidade que trouxe da caixa de correio e limpe o espaço nas mesas ou móveis à entrada da porta de sua casa ou apartamento.

2 - Quartos - Faça uma boa limpeza às camas, areje e depois vire os colchões, lave edredões, cobertores, sobre-colchões, almofadas, e cortinados. Limpe cómodas, candeeiros, cadeiras, mesinhas de cabeceira e estantes. Limpe também  os roupeiros, mas de forma a deitar fora ou dar a uma instituição de caridade toda a roupa, sapatos e malas que não utiliza mais. Lave e evite usar o espaço debaixo das camas – é importante que esse espaço seja e esteja sempre desimpedido e arejado para que o ar flua de forma livre.  

Limpeza de Primavera
3 - Escritório - Se tem este espaço em casa, para além da limpeza física do mesmo e do seu mobiliário,  reveja todos os papéis  soltos, deite fora os que já não são necessários e arquive os que ainda precisa. Vá ao seu computador e faça também uma boa limpeza dos emails e documentos desnecessários, organizando e arquivando os ficheiros de forma mais eficiente.

4 - Casas-de-banho - Para além da limpeza e higiene regular que é absolutamente  necessária às casas-de-banho, a fim de evitar contaminação por bactérias ou fungos,  a acumulação de calcário, ferrugem ou humidade devem ser evitadas  e assim mantidas ao longo do ano, utilizando detergentes adequados.  Todos os produtos de higiene pessoal e medicamentos que normalmente são guardados nas casas-de-banho, devem ser revistos e descartados os que estão fora de prazo, a fim de desimpedir todo o espaço e mantê-lo o mais livre de “tralha” inútil.

Limpeza de Primavera

5 - Cozinha - terminamos neste espaço da casa onde muito provavelmente terá mais trabalho na limpeza e na reorganização do mesmo.  Limpe os armários, paredes e bancadas com detergentes adequados à superfície e ao tipo de sujidade. Se tiver despensa verifique se tem embalagens e frascos de alimentos fora de prazo e deite-os fora. Limpe o frigorífico e congelador, deitando fora tudo o que também já se encontra fora de prazo. Se o seu frigorífico tiver muito mau cheiro coloque um pedaço de carvão durante alguns dias para absorver o mesmo; depois para manter um cheiro fresco, basta manter um recipiente com bicarbonato de sódio. Verifique e limpe armários e utensílios que podem estar a precisar de reciclagem. Limpe todos os electrodomésticos e por fim o fogão e forno.

Tudo o referido, levará o tempo necessário conforme o tamanho dos espaços da casa ou apartamento – poderá levar um dia ou vários, mas no fim de tudo, tome um banho de imersão relaxante com 500gr de sal e depois desfrute da sua casa, ou apartamento limpo, fresco e cheiroso, mas prepare-se que o asseio ainda não acabou!

Limpeza de Primavera
Depois de toda a limpeza de Primavera ao seu lar, dedicar-se à limpeza das ideias e costumes na sua vida que estão de alguma forma obsoletos, impróprios ou indesejáveis, são mais fáceis de fazer depois da sua “casinha” se encontrar mais limpa e organizada.  Sem pressa e de forma relaxada, desligue-se de todo o ruído e medite no que pode fazer para a tornar bem mais fácil, organizada e agradável.


Aproveite a boa energia e entusiasmo e reorganize-se de forma a não acumular mais “tralha” em qualquer espaço da sua vida, quer em casa, quer na sua cabeça - que normalmente anda tão cheia de ruído que impede ouvir o chilrear dos pássaros que voltaram na Primavera, ou a cheirar as flores que vão brotando de novo nos campos; faça como no Sótão da Gina, depois da boa limpeza de Primavera, abra bem as janelas, inspire tudo de bom que a natureza lhe oferecer e equilibre-se para desfrutar do bom tempo que está a caminho. Se tiver um tempinho extra, relaxe com o vídeo abaixo. 







sábado, 20 de fevereiro de 2016

Austeridade

  – esse grande palavrão, esse grande vilão, esse grande papão


Hoje no Sótão da Gina fala-se sobre a utilização excessiva da palavra austeridade e a razão perversa que muitos têm em dar-lhe uma conotação negativa. Tentando não entrar muito a fundo numa conversa política mas apenas ficando pela análise sobre a palavra austeridade (esse grande palavrão, esse grande vilão, esse grande papão) e o seu verdadeiro significado e aplicação no dia-a-dia, mas antes de avançarmos para a palavra austeridade em si vamos analisar um pouco o que é ser austero.


Ser austero significa ser rigoroso –tão simples quanto isto!

Para quem em Portugal nasceu antes do 25 de Abril de 1974, e já era crescidote antes da Revolução dos Cravos, sabe bem que éramos criados por pais austeros, e porquê?  - Porque era assim naquele tempo… primava-se pelo rigor em tudo incluindo na educação – havia exageros e excepções como em tudo, mas o resultado era em grande maioria positivo. Traumas há sempre – por isso apesar de pessoalmente achar que foi adequado tudo o que se aprendeu naquele tempo sobre o rigor, há quem não concordasse e logo no dia a seguir à revolução veio para a rua gritar que daí em diante não haveria mais rigor, e que a quase anarquia seria o caminho a seguir.

O resultado está à vista.

Confundiu-se naquele então muita coisa; vivíamos com um governo ditador e após o 25 de Abril mudou-se isso – passou a haver não só o direito a voto, como também liberdade de expressão em relação a assuntos de índole política. Deveria ser apenas isto, de forma simplista sim, mas apenas isto, a entender porque só isto havia alterado... mas não; os traumatizados entenderam que deveria ser tudo diferente e que o rigor era algo do passado, do tempo do outro senhor.

Austeridade – esse grande palavrão, esse grande vilão, esse grande papão

Ainda hoje se confunde a diferença entre viver em ditadura com a actualidade e continua a reflectir-se na sociedade portuguesa porque é transmutada de geração em geração. Para além desta confusão há a da ideologia que está a transtornar muitas mentes, e a impedir de ver a realidade tal como ela é.

Ser austero passou a ser olhado como algo repelente, porque a anarquia era algo bem mais apetecível, era mais giro ser rebelde, mas para tal haveria sempre alguém a amparar os exageros, os devaneios, a libertinagem, o chico-espertismo – havia e há – há sempre alguém a limpar os estragos de uns em detrimento de outros!

O conforto de uns (perdoem o pleonasmo) não deveria nunca significar o desconforto de outros! 

Avançando para a palavra de hoje que nos levou à conversa - austeridade – esse grande palavrão, esse grande vilão, esse grande papão, depois de introduzido o termo austero que significa rigor, é evidente que austeridade significará utilizar rigor e em economia será nada mais que rigor no controle de gastos ou nas contas.

Ora se depois de 1974 tantos deixaram de acreditar no rigor como modo de vida, rapidamente chegaram também ao descontrole dos gastos públicos, e daí em diante tem sido um descalabro cada vez mais gigantesco. Assim, continua-se num modo de vida do tipo - uns a trabalhar muito para sustentar outros, em vez de todos trabalharem para o bem comum de forma equitativa e equilibrada.

Austeridade – esse grande palavrão, esse grande vilão, esse grande papão

A pergunta que se faz hoje é:  – é afinal assim tão mau ser austero e utilizar a austeridade quando na realidade isso significa ser rigoroso e valer-se do rigor e equilíbrio de tudo na vida incluindo as contas próprias e as públicas?

Por aqui imaginamos as respostas – mas enquanto nos bombardeiam com a ideia de que ser austero e a austeridade é um mal dos mais maléficos que há no mundo e arredores, porque quem o faz defende apenas e exclusivamente os seus interesses próprios ou da empresa ou instituição que representa – gostamos de pensar por nós próprios, sem ir atrás de qualquer credo, fé, crença ou ideologia.

Reflectimos e indignamo-nos com a forma perversa como a palavra austeridade é utilizada e replicada – consideramos que é repugnante; vai muito além da demagogia porque serve propósitos muito concretos de derrubar uns com prejuízo para outros e isto não é de todo viver em democracia.

Politiza-se demasiado a vida em Portugal!

Ao ouvir a sociedade civil falar de política e políticos no dia-a-dia, até parece que somos o país com o maior número de licenciados em Ciência Política, de facto ouve-se falar demasiado sobre muitos temas desconhecidos, repete-se e replica-se até as mentiras à exaustão (…), e responsabiliza-se por vezes os outros em vez de olharmos para nós e perguntarmos se estamos a fazer algo para mudar a situação ou simplesmente olhamos e criticamos!?...


Austeridade – esse grande palavrão, esse grande vilão, esse grande papão
Aquela parte da sociedade portuguesa que ainda não conseguiu adaptar-se a viver em democracia - com liberdade de voto, liberdade de expressão e a devida percepção de que há direitos e deveres a ser cumpridos com rigor, onde a contribuição de cada um, se deve não só através de uma cidadania cívica, que inclui o pagamento de impostos por todos e para todos  - continuará a espernear e a gritar “ o rei vai nu” a ver se, o resto da sociedade que se adaptou e evoluiu, vai na sua conversa e replica aos sete ventos que a austeridade – esse grande palavrão, esse grande vilão, esse grande papão é que tem culpas no cartório em vez de assumir que ao descartar o valor do rigor, descontrolaram-se, descarrilaram e não querem pôr mãos à obra para a reviravolta necessária ao bem de todos em vez de apenas alguns.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Quem Manda Sou EU

Em criança, muitos de nós,  habituámo-nos a ouvir a frase que está no tema de conversa hoje no Sótão da Gina, e a razão pela qual falamos sobre a mesma é, de facto, para analisar o peso que tem durante o resto da vida de cada um de nós, quando repetidamente ouvimos dizer “quem manda sou eu”.

A interlocutora, nunca usou tal frase para impor quer que seja, apesar de ter filhos  adultos e ter tido alunos,  no entanto enquanto filha e aluna, ouviu a infeliz frase “quem manda sou eu”, ou suas derivantes, que na altura lhe impedia vontades, lhe tolhia passos, lhe cortava desejos e lhe soava a autoritarismo puro, duro, e sem qualquer explicação, sentido ou até necessidade.

Quem Manda Sou EU

Soava antes, soa hoje –“quem manda sou eu” é igual a autoritarismo sem qualquer sentido, mas também pode ser a falta de poder de argumentação, a impossibilidade de explicar os prós e contras, ou a falha em saber implementar a simples pedagogia, contida na ideia de que tudo é possível mas nem tudo é aconselhado.

Razões para a utilização da prepotente frase podem ser várias, e ainda que, para alguns pareça ser porque existe um vazio de conteúdo para dar qualquer explicação, será de lembrar e relembrar que a tirânica frase “quem manda sou eu” pode condicionar a criança, que se vai convertendo em jovem e chega a adulto pensando no peso que a mesma  teve e tem para o seu desenvolvimento pessoal como pessoa que nasce com o seu livre arbítrio, e começa a duvidar -  para que isso serve  - se pela vida fora lhe forem lembrando que quem manda é sempre alguém que não o próprio (!?).

Quem Manda Sou EU
Na sociedade de hoje, em que de maneira geral, se pensa que tudo é permitido, é urgente ensinar e enfatizar que há sempre consequências em todos os nossos actos, em vez de simplesmente achar que se utilizar a frase – quem manda sou eu – vai solucionar o problema.

Há quem aprenda, tal como quem vos escreve, que aquela frase que ouvira sucessivamente seria algo que nunca viria a utilizar quando já tivesse a idade da emancipação de então (18 anos); há no entanto quem considere que se foi vítima da frase quando criança e jovem, deve repeti-la hoje e sempre porque só assim impõe a sua autoridade.

A liberdade de pensamento, o livre arbítrio nas acções - nos objectivos e suas consequências, a diplomacia e boa educação, o apoio no discernimento do que é aconselhável (ou não), devem ser temas prioritários na pedagogia a utilizar, em vez, do débito directo e curto da frase “quem manda sou eu”, que muitas vezes se segue com - e não se fala mais nisso, ponto final!

Quem Manda Sou EU
A pensar, a falar, a explicar é que as pessoas se entendem – e no Sótão da Gina chegámos à conclusão que a frase “quem manda sou eu” é das mais infelizes e a ser evitada no leque de vocabulário de quem quer que seja, mas se entre os leitores houver algum psicólogo gostaríamos de saber a sua opinião!

De qualquer forma cremos que chegou o momento de reflexão sobre o respeito pelo próximo, e assim viver uma vida completamente nova, usando métodos diferentes e pedagógicos.

Como há sempre um polo negativo e um positivo, nesta conversa toda enfocámos mais o negativo, mas a título de encerramento deste raciocínio, que tal pensar que a frase “quem manda sou eu” pode ser bem positiva se precisar ou pretender dar uma ordem à sua vida e disser a si próprio, ao seu eu, ao seu pensamento, que quem manda nela (na sua vida) é mesmo você?  






quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Encontros e Desencontros de Maria

Um dia alguém que eu muito prezo, disse-me: - confie na sua melhor amiga, ao que eu perguntei: Quem? – A sua intuição!

Tenho várias teimas com a tal melhor amiga - a intuição - e por vezes apetece bater-me (só ao de leve…) por hesitar ou por não fazer muito caso quando ela insiste em mostrar-me o caminho.

Mas há algo que desde aquele conselho sábio tenho aprendido a melhorar; tem a ver com o tempo que lhe ofereço para a ouvir e ponderar no que é verdadeiramente importante para mim, e neste raciocínio surge a minha velha máxima:

Ser feliz e fazer os outros mais felizes.

Lírica? Sentimental? Emotiva? Claro que sim, mas dentro da lírica que reúne e abraça a emoção, existe também o pragmatismo suficiente para saber o que é aconselhável dentro do desejo que surge do nada e perdura pelos anos fora.

Desde a adolescência que me apercebi que tinha um gosto especial pelas palavras escritas.

Comecei por gravá-las num diário que me foi oferecido quando fiz 15 anos. Era um diário de capa de cabedal bege com um cadeado e chave.

Iniciei a minha escrita naquelas páginas imaculadas para depressa as rasgar, tal era o medo, de apesar de o diário poder ser fechado à chave, alguém pudesse abri-lo na mesma, e ler o que eu lá tinha escrito. O diário passou a ficar vazio e eventualmente perder-se numa das muitas mudanças de casa.

Passei a escrever em folhas soltas que escondia onde podia.

Rasguei muito do que escrevi ao longo dos anos, porque o que escrevia um dia, nos outros seguintes já queria emendar.

Houve quem quisesse corrigir a minha escrita mas não deixei. Acho que a nossa escrita, boa, má ou assim-assim, é como a nossa impressão digital, é única.

Segui o conselho de um grande amigo e comecei a registar os meus escritos num blogue, escrevi um romance que partilhei apenas com os intervenientes em modo privado, seguiu-se o segundo blogue e um pequeno romance que havia sido prometido aos donos da narrativa que me foi partilhada, confidenciada e de certa forma vivida.


Encontros e Desencontros de Maria

Encontros e Desencontros de Maria é um pequeno romance, de leitura muito fácil e o meu primeiro pequeno livro - escrito, editado e publicado por mim em modo “edição de autor” na Bubok. Este livro está disponível para compra na plataforma da Bubok online em formato normal de livro em papel,  e pdf que pode ser lido em qualquer plataforma digital.


Grata a todos os que me incentivaram a mostrar o que escrevia, àqueles que me têm lido ao longo destes anos, e agora também àqueles que comprarem o livro Encontros e Desencontros de Maria.

Bem-vindos os comentários que desejarem deixar no espaço disponibilizado na plataforma da Bubok .

Virgínia Dias

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Partículas NanoSilver e a Mafia Médica

O assunto que nos leva hoje à conversa no Sótão da Gina é mais um daqueles bem polémicos, que nos irrita e faz por vezes levantar a voz, apesar de considerarmos que em nada adianta fazê-lo; daí escolhemos apenas partilhar o que sabemos, pretendendo que quem nos lê  extraia a sua conclusão, ou pesquise e estude mais o assunto.  Este tema (segundo a nossa pesquisa online) não aparece em nenhuma página em português.   E falamos de quê? De um  dois em um: - Partículas “nanosilver” (nanoprata)  e a mafia médica.

Como introdução - já aqui abordámos noutros artigos, ainda que ao de leve, a existência de demasiados lóbis que vão levando um número avultado de público a mudar hábitos alimentares, apenas e só para sustentar a sua máquina comercial, que se quer cada vez mais robusta. Eles são os lóbis a favor e contra deste e aquele produto, levando as pessoas a deixar de se alimentar como sempre foram desde que nasceram, crendo que passámos todos a ser intolerantes ou alérgicos, crendo também que aqueles alimentos passaram de um dia para o outro a fazer mal à saúde pública, quando na verdade sempre haverá alguns que, sim, desenvolvem intolerância alimentar a dada altura da sua vida, outros que são alérgicos, e os outros que continuam bem e acreditam que com uma alimentação variada e equilibrada podem seguir alimentando-se de tudo a que foram habituados mantendo-se assim saudáveis.

Não esquecemos e salientamos que excepções há sempre para tudo, e que nunca servirão de regra.

Partículas NanoSilver e a Mafia Médica
Apesar de com muito agrado  sabermos que a ciência avança a passos largos para melhorar a saúde pública, também com muito desagrado temos conhecimento que há grandes grupos por esse mundo fora que se move apenas e só pelo lucro que a dita saúde pública lhes pode proporcionar, mesmo à custa de muitas vidas perdidas ou miseráveis.   Os profissionais que se movem a demonstrar isto correm o risco de ser banidos da sua actividade profissional como foi o caso da Dra. Guylaine Lanctot, a médica Canadiana que depois de praticar medicina e de ter aberto bem os olhos sobre o que se passava à sua volta, decidiu escrever e publicar o livro “Medical Mafia” em 2002 o qual foi reeditado em 2010. Neste polémico livro, a Dra. Guylaine Lanctot, diz com todas as letras – “ O chamado sistema de saúde é na realidade um sistema da doença. Pratica-se uma medicina da doença e não da saúde. Uma medicina que só reconhece a existência do corpo físico e não leva em conta nem o espírito, nem a mente, nem as emoções. E que além disso, trata apenas o sintoma e não a causa do problema. Trata-se de um sistema que mantém o paciente na ignorância e na dependência, e a quem se estimula para que consuma fármacos de todo o tipo.”  Poderá ler aqui  na íntegra uma entrevista que lhe foi feita em2013 pelo site  brasileiro “NoticiasNaturais” .

Por último abordamos o assunto sobre as partículas NanoSilver, onde fomos encontrar de novo, mais uma polémica, e esta é mais recente.

Mas o que são partículas NanoSilver ? Para que são utilizadas?

Partículas NanoSilver e a Mafia Médica
Nanosilver é uma nano partícula da prata utilizada em hospitais numa fórmula extremamente diluída cujas propriedades físico-químicas são antimicrobianas, antibacterianas, antiparasitárias, antifúngicas, antivirais, e anti-inflamatórias.

De acordo com estudos recentes efectuados na China e Canadá, as partículas Nanosilver (NSPs), estão entre os nano componentes mais interessantes da actualidade, e têm sido amplamente utilizados numa variedade de aplicações biomédicas, incluindo o diagnóstico, tratamento,  administração de fármaco, revestimento de dispositivos médicos, e em cuidados de saúde pessoal.

A utilização desta substância alarga-se ao revestimento de cateteres, implantes cardiovasculares, pensos, cola/cimento ósseo, composto resinoso para tratamentos dentários, e ainda outros que estão até à data, documentados através de estudos científicos e documentos médicos no número já razoável de 88, e disponível no site da National Center for Biotechnology Information, U.S. National Library of Medicine, onde normalmente recolhemos a informação actual sobre assuntos do foro da saúde e biomédica.  

A médica americana Dra. Rima Laibow que fundou a National Solutions Foundation, através de crowfunding conseguiu desenvolver vários estudos sobre NanoSilver e posteriormente  uma fórmula extremamente diluída da mesma, a ser utilizada como um suplemento dietético e não é aprovado pela poderosa FDA, Food and Drug Administration.  Piorando o antagonismo, a Dra. Rima comercializa no seu site, entre outros suplementos,  vários pacotes, uns em líquido outros em gel,   e afirma que o mesmo poderá servir para a imunização ou suporte contra vários vírus como por exemple o vírus do Ebola. Em Setembro de 2014, a Dra. Rima viu-se mesmo obrigada a alterar certas afirmações que fazia no seu site através de carta que lhe foi enviada por parte da Food and Drug Administration, e que é pública.

Porque é que a FDA reage assim? - Porque não quer testar e aprovar NanoSilver tal e qual como ainda não testou e aprovou Canabidiol! Não convém, nem à FDA nem  à OMS que estão de mão dada com a indústria farmacêutica na venda de vacinas, antibióticos e anti-inflamatórios.

Partículas NanoSilver e a Mafia Médica

É evidente que não é porque a FDA não aprova uma substância que ela vai deixar de ser vendida, e a fórmula de NanoSilver  continua a ser comercializada, em Portugal apesar de não haver qualquer informação sobre o assunto, já há um distribuidor de um desses produtos  -  mas é muito lamentável que não haja vontade de mudar os interesses para que a saúde das pessoas seja colocada na primeira linha de importância, e se neste caso em concreto, onde supostamente, os produtos NanoSilver funcionam como um suplemento adjuvante na protecção ou imunização, sem riscos de efeitos secundários como os das vacinas tradicionais, antibióticos e anti-inflamatórios, porque não termos a confirmação  das instituições que supostamente protegem o cidadão?

A opinião pública continuará a ser moldada conforme a conveniência do momento. Cabe a cada um de nós educar-se, informar-se, e aqui do Sótão da Gina que gostamos de partilhar as nossas conversas que provêm do nosso conhecimento, ao desenvolver este trabalho extenso,  resta-nos partilhar as principais fontes utilizadas para a elaboração deste artigo sobre Partículas NanoSilver e a Mafia Médica:


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Ambientes Acolhedores no Inverno

Ainda em Novembro fomos à praia e falámos aqui dessa experiência invulgar,  mas eis chegado o Inverno, a conversa no Sótão da Gina começa pelo facto de tanta gente reclamar “ ai que está frio”, “ ai que chove”, “ai que nunca mais é Verão”, e por aí fora, até conversarmos um pouco e trocarmos algumas opiniões sobre os ambientes que devem ser acolhedores no Inverno.

A ver bem as coisas, Portugal mesmo sendo um país de grande diversidade com altas montanhas e florestas a norte e centro, contrastando com as planícies áridas mais a sul, temos ainda assim, um Inverno ameno quando comparado com o do Norte da Europa. Com temperaturas médias entre os 10 ºC no Porto, 12 ºC em Lisboa e 15 ºC no Algarve, a neve é rara, com excepção das zonas montanhosas do Nordeste e da Serra da Estrela.

Ambientes Acolhedores no Inverno
Com este clima temperado em Portugal, deveríamos viver em ambientes bem acolhedores no Inverno e com custos baixos de energia não fora a má e deficiente construção das casas, onde se persiste no erro de não ter em conta as devidas ou apropriadas questões climáticas, aproveitando ao melhor nível a nossa exposição solar anual, por um lado, e por outro - a falta de interesse, gerada numa grande parte da população, em melhorar o ambiente de sua casa. Muitas vezes canalizam-se recursos para “coisas” de utilidade duvidosa, em vez da sua utilização na aquisição de peças fundamentais, ou alterações para tornar o ambiente mais confortável, mais acolhedor, mais aconchegante.

Ambientes Acolhedores no Inverno
Há várias dicas para conservar o calor dentro de casa e manter a conta de eletricidade ou do gás mais baixa:

1 – Abrir as cortinas, portadas, persianas ou estores para entrar o sol e aquecer a casa - ao sol-posto fechar tudo para conservar o calor que se foi acumulando dentro da mesma
2 – Se não tiver janelas com vidros duplos, utilizar fitas de isolamento e calafetagem
3 – Não esquecer que se tiver uma lareira tradicional, quando não está a ser usada, a mesma funciona como uma janela aberta, sendo aconselhado a colocação de uma porta ou portinhola no chamado “pescoço de cavalo” na chaminé, que funcione como registo que abre e fecha
4 – Não abrir janelas para arejar mais que 10 minutos por dia
5 – Dar preferência a cozinhados de pratos no forno

Ambientes Acolhedores no Inverno
A lista poderia continuar, mas a conversa não é de todo sobre essas dicas mas sim sobre os ambientes acolhedores no Inverno, e de facto o ideal é começar a pensar nas opções aquando da construção do imóvel.

A ter em conta, na construção:

1-      A exposição solar
2-      A escolha do revestimento das paredes, tanto exteriores como interiores
3-      Tipo de janelas e portas
4-      Tipo de revestimento para o chão
5-      Evitar espaços muito grandes que raramente são utilizados
6-      O tipo de climatização tendo em conta as novas opções quer a gás quer a electricidade
7-     A escolha de eletrodomésticos que devem ser os de maior eficiência energética disponíveis no momento da compra
8-     O contador de energia bi-horária ou tri-horária

Ambientes Acolhedores no Inverno
Claro que se não for possível fazer estas escolhas na construção da casa poderá fazer algumas alterações no sentido de melhorar a sua eficiência, e se for altura de renovar móveis, não esquecer:

1-     A madeira deve sempre ser escolhida para as peças predominantes do mobiliário, em vez do vidro, pedra ou metal, que são elementos muito frios, podendo estes ser apenas utilizados como pequenos apontamentos na decoração.  
2-  Sofás, poltronas, chaises-longues, cadeirões e assentos de cadeiras devem ser em tecido, de preferência lavável ou com revestimento antinódoa – o couro ou napa são muito frios e inconfortáveis.

Se estiver na altura de escolher o tipo de climatização este artigo é bastante interessante.


Ambientes Acolhedores no Inverno
No Sótão da Gina pensamos que muitas das questões que contribuem para ter ambientes acolhedores no Inverno em Portugal, têm também muito a ver com opções de gastos, como referidas alguns parágrafos atrás, e o gosto pessoal de cada um. Hoje em dia não há falta de oferta bem variada para todos os gostos e bolsas; assim,  em querendo, as alterações a curto prazo dar-lhe-ão mais prazer e conforto na sua casa que deve ser o seu santuário – a longo prazo fá-lo-ão chegar à conclusão que poupou em gastos de energia e contribuiu para um ambiente acolhedor no Inverno de que se orgulha porque é seu e o faz sentir confortável mesmo nos dias cinzentos.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal

Do Sótão da Gina para o  Mundo seguem votos de Feliz Natal 



FELIZ NATAL


Que o Menino Jesus seja colocado bem no centro do Natal para que ilumine o caminho de 2016

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Santos de Casa não fazem Milagres

A conversa não é meiga, não vai acompanhada de fotografias belas, e nem vale a pena saber porque veio à baila hoje este assunto, até porque pode ser tão recorrente nas conversas do dia-a-dia, que no Sótão da Gina até já quase que o consideramos banal ao de volta em vez, dizer “santos de casa não fazem milagres”.

Colocando o dedo bem no centro da ferida e escarafunchando bem no significado deste ditado popular português “santos de casa não fazem milagres” não podíamos deixar de mencionar o assunto que tantos, enquanto, outros tantos fazem de conta que não é bem assim: o assunto do acolhimento dos refugiados vs os nossos sem-abrigo.

Santos de Casa não fazem Milagres
Que melhor não assenta o ditado “santos de casa não fazem milagres” a este assunto (?!) que assola uns, incomoda outros, enquanto que, a outros é assim como que algo que tanto lhes faz,  até  porque estamos na altura de oferecer uns quantos casacos e mantas,  mais umas quantas ceias aos sem-abrigo e com isso a alma fica lavada até para o ano que vem.  Isto numa margem de um rio bastante largo, porque na outra margem estão os refugiados que ao chegarem a Portugal são recebidos como VIP´s no aeroporto, bem acolhidos e  bem acomodados em boas casas e com bons subsídios para assim fazerem uma vida digna e confortável.  

Lamentável este rio tão largo que nos separa.

Os nossos santos, de facto, não conseguem fazer milagres em sua própria casa.  

Os nossos sem-abrigo não precisam só de casacos, mantas e uma ceia de Natal. Precisam sim, urgentemente de psiquiatras e psicólogos para os tratarem e ajudarem a serem reintegrados  nas suas famílias e na sociedade. O associar os sem-abrigo a pessoas que não têm casa porque não têm emprego é no mínimo enganador, quase-quase a dar para o embuste.

Dar casacos, mantinhas, sopinhas e ceias de Natal aos sem-abrigo convêm muito às múltiplas IPSS e afins que vivem à conta de pagamentos dos nossos impostos, e por isso a abordagem é colocar um penso em vez de curar a ferida.

Em Lisboa, a Santa Casa da Misericórdia fez um levantamento em 2013, sinalizando os sem-abrigo de Lisboa, mas falta o resto, todo o resto do quase nada já feito - por isso colocam-se tantas questões que nos fazem repetir vezes sem conta com alguma mágoa – os nossos santos não fazem milagres na sua própria casa porquê?

 - Se para os refugiados surgiram muitos mais voluntários que refugiados

- Se para os refugiados multiplicaram-se as associações, fundações, confederações, IPSS, comunidades, bancos, redes, e um mais não sei o quê de aglomerados de gente conhecida a apoiar a fazer um não sei o quê

- Se para os refugiados a UE disponibilizou fundos para lhes oferecer todas as benesses para uma vida digna

- Se para os refugiados quem não apoia é considerado indecoroso ou xenófobo

E afinal dos quase cinco mil que nos foram alocados só 50 aceitam vir para este nosso rectângulo à beira-mar plantado de gente, onde muitos dos ditos e ditas empresas de voluntariado, movem-se não com combustível voluntário e gratuito mas sim com combustível chamado euros e mais euros em subsídios da UE. Triste, e indecoroso!

Para os nossos sem-abrigo é preciso o quê? É preciso mover qual céu e qual terra, para mobilizar toda uma comunidade tão qualificada como a dos refugiados? À pois – a UE não paga subsídios para reintegrar os seus sem-abrigo… Triste, e indecoroso!

Santos de Casa não fazem Milagres

Lamentável este rio tão largo que nos separa.

Os nossos santos, de facto, não conseguem fazer milagres em sua própria casa.

Santos de Casa não fazem Milagres Mesmo! No Sótão da Gina, se dúvida houvesse, finalmente percebemos porque este ditado é português!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Praia no Outono em Portugal

 Em Dezembro, o normal para muitos, seria falar de Natal e de prendas e de receitas para as festas e tal… mas aqui no Sótão da Gina fala-se, finalmente, de praia em Novembro, e diz-se finalmente porque têm sido frequentes as perguntas sobre uma ida da anfitriã à praia não só para almoçar à beira-mar mas sim para banhos, e por isso, devido a pedidos vários, o tema da conversa ser, inevitavelmente, praia no Outono em Portugal.

Num belo domingo de Novembro, mais especificamente no dia 8 de Novembro de 2015 a vossa estimada anfitriã foi até à Foz do Lizandro, uma praia no Distrito de Lisboa, concelho de Mafra, bem pertinho da Ericeira. Como mulher que se prepara antes de sair, consultou as aplicações disponíveis no seu android sobre o tempo, incluindo o que faria na praia em questão, e nem querendo acreditar nas previsões, em três tempos tomou uma decisão simples mas memorável.

Preparada para um dia de praia como se Verão fosse – havaianas (o seu calçado preferido) biquíni, mini-saia de ganga e t-shirt, chapéu de palha (mais para o estilo que outra coisa) óculos de sol + o saco de praia devidamente apetrechado à tiracol, ala que se faz tarde rumo à Foz do Lizandro para um apetecível almoço na esplanada, e possivelmente uma bela tarde de banhos de sol. Mas eis que ao lá chegar dando-se com figuras tão inapropriadamente vestidas para os 23º de temperatura, soltando um sorriso mental, pensou que o dia seria ainda bem mais divertido, do que jamais pensaria ao sair para a praia naquele dia de Novembro.

Praia  no Outono em Portugal

Depois de uma volta inicial pela praia, bebendo daquele cheiro e daquela brisa morna que lhe era tão agradável, sentou-se à mesa da esplanada para um almoço tranquilo, preguiçoso e muito solarengo, divertindo-se com uma autêntica dança de cadeiras e mesa que um casal fazia, por achar - pasme-se - que “fazia muito sol”; sentaram-se dentro do restaurante, depois mudaram-se para a esplanada, e foram movendo mesa e cadeiras para se afastarem do sol, aquele malvado que queimava em Novembro… Às tantas o senhor levantou-se e quando voltou, a senhora já não se encontrava ali porque tinha, ela, mesa e cadeiras, ido para outro local qualquer já longe da sua vista.

A indumentária das pessoas nos restaurantes da praia, nas esplanadas, sentados a ler, a passear e no próprio areal era de rir, rir, e de rir ainda mais; estava quase tudo vestido à Inverno, não à Outono mas sim à Inverno – as botas, as golas altas, os cachecóis, os blusões faziam as delícias de uma alma que tinha tirado o dia não só para  gozar em pleno aquela belíssima praia, como também gozar das vistas cómicas que lhe passavam por todos os lados. Com tanta tecnologia à disposição, nem o próprio sol que lhes entrou pela janela os fez pensar que se calhar, se calhar era melhor mudar de roupa antes de sair…

Salvo os surfistas, e salvo ela própria, havia apenas um casal a usufruir em pleno daquele dia tão maravilhoso, brindado talvez por uma natureza um pouco alterada, quiçá até um pouco doente, mas ainda assim nada menos que fantástica, e que por si só merecia ser vivida na sua plenitude.

No restaurante disseram que a água estava com uma temperatura de 22º e que haviam avistado golfinhos há poucos minutos, fazendo com que o delicioso e preguiçoso almoço se encurtasse e terminasse para pôr à prova tal informação.

Praia  no Outono em Portugal
Quase não querendo acreditar, as temperaturas do ar e da água quase iguais (?!) como uma bailarina, pé-ante-pé dirigindo-se à água numa maré a vazar, num ritmo cadente e bem compassado, entrou na água e agradeceu aos deuses das alterações climáticas pela bênção que foi aquele banho ao envigorar-lhe a alma. Ao olhar à sua volta apercebendo-se que para além dos surfistas, um casal, apenas um casal fazia o mesmo que ela, rapidamente chegou à conclusão da derradeira razão pela qual sempre admirou surfistas; para além da ousadia e coragem que têm para cavalgar qualquer onda em qualquer dia do ano, em qualquer estado de tempo – o seu espírito livre cujo mote é “vive e deixa viver”, era, e é seguramente o mesmo que o seu, e havia ficado provado naquele invulgar dia de praia em Portugal no Outono.

Não deixe de ver a captação de imagens do dia de praia no Outono em Portugal que agreguei no vídeo (abaixo) com música de fundo de Vangelis, intitulada “La Petite Fille de la Mer” e deixe-se embalar porque o Outono não tem de ser cinzento, pelo menos no Sótão da Gina assim pensamos.  


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