sábado, 27 de setembro de 2014

Como Livrar-se de Uma Infestação de Hortelã no Relvado

Há muito que o relvado à volta do Sótão da Gina está infestado com hortelã e chegam a ser bem interessantes as conversas à volta dos prós e contras, ou de como resolver e livrar-se de tal fenómeno; mas antes de seguir directa ao assunto de Como Livrar-se de Uma Infestação de Hortelã no Relvado, aqui vão alguns dos prós ou vantagens em não fazer nada do que o título nos insinua:

1-      Tem sempre à mão um bom punhado de hortelã para fazer chá que lhe fará milagres quando tem uma pequena indisposição de estômago, mas a minha bebida preferida quando não tenho tais maleitas, é a sangria de vinho branco que leva a dita hortelã, um pauzinho de canela e uns quantos pedaços de pêssego.

2-      Caminhar descalça ao pôr-do-sol após uma boa rega no relvado é algo no mínimo delicioso, e se levar o copo de sangria consigo a experiência é ainda melhor, disso asseguro eu que sei o que digo!

Podia enumerar mais vantagens, ou coisas agradáveis tais como por exemplo o cheiro emanado quando se está a cortar a relva, mas creio que a ideia já ficou no ar, e poder avançar para o propósito de escrever algo com este título: Como Livrar-se de Uma Infestação de Hortelã no Relvado, é mais interessante.

Como Livrar-se de Uma Infestação de Hortelã no Relvado
Quem sabe algo sobre relvados e hortelã sabe que é impossível livrar-se da infestação sem arruinar por completo o relvado. Quer substituir o relvado? Sabe o que isso implica?

Então o que fazer? Chamar um especialista?

Chamado o especialista ao local, o mesmo diz-lhe que deve retirar todo o relvado mais não sei quantos centímetros de terra, e colocar nova terra e novo relvado.

Dependendo do tamanho do seu relvado, centenas ou milhares de euros depois e de alguns anos, lá volta a dita da cuja da hortelã a aparecer e sabe porquê? Porque ela tem umas raízes bem profundas, resistentes e bem invasivas. A menos que o especialista lhe tenha aconselhado que depois de retirar os tais centímetros de terra faça um tratamento químico que desaconselho totalmente por contaminar tudo à sua volta, a sua amiga hortelã voltará seguramente e com todo o seu esplendor.

Então o que fazer?

Nada! Não faça nada, viva bem com a espontaneidade da hortelã e faça chá, faça sangria, dance no relvado em cima dela e sei lá mais o quê mas adapte-se a essa realidade.

Como Livrar-se de Uma Infestação de Hortelã no Relvado

O propósito deste artigo sobre Como Livrar-se de Uma Infestação de Hortelã no Relvado aos mais atentos não passou despercebido e chegou-lhes logo a noção de que nada tem a ver com jardinagem e com dicas de como fazer isto ou aquilo com a hortelã, ainda que no Sótão da Gina seja uma realidade.

A capacidade de analisar os prós e contras de algo, e de forma ponderada, prática e saudável adaptar-se à nova realidade, poderá ser a melhor atitude a seguir.


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sábado, 20 de setembro de 2014

Somos o Que Comemos?

O Outono aproxima-se a passos acelerados demais para meu gosto, e nem nos dá tempo a saborear os últimos churrascos de Verão. No Sótão começa-se a pensar naquelas refeições dos dias mais frios acompanhados de um bom vinho tinto e boa companhia à lareira, mas ainda falta algum tempo, e por isso dá-se largas, outra vez, à conversa sobre a alimentação saudável questionando-se se a teoria de Hipócrates que deu origem à frase “Somos o Que Comemos” tem hoje em dia algum fundamento importante.

Somos o Que Comemos?
Há mais de 2500 anos, Hipócrates, considerado o pai da medicina, dizia que “Somos o Que Comemos”, e reflectindo sobre os seus estudos e descobertas, dizia que as epidemias de então tais como a malária, papeira, pneumonia e tuberculose relacionavam-se com factores climatéricos, raciais, do meio ambiente onde se vivia e dietéticos.

Mais de 2500 anos depois, e muito apesar de uma generalizada emigração e globalização, a sua teoria está inegavelmente correcta, mas há que acrescentar algo que Hipócrates então desconhecia e que vem alargar a discussão e em alguns casos alguma confusão:

- O factor genético e a mutação do mesmo.

O código genético de cada um de nós dá-nos uma autenticidade única, fazendo com que os alimentos que ingerimos tenham reacções diferentes nos membros de família directa onde o mesmo foi herdar um bocadinho de cada membro mas sempre com alguma nuance diferente, fazendo-o completamente genuíno, ou seja diferente.   

Portanto nos dias de hoje ao dizer-se “somos o que comemos” não se está a ser completamente correcto porque a medicina já “estudou essa lição”, e sabe que o factor genético também tem um papel preponderante no estado de saúde de cada um de nós, predispondo-nos mais ou menos a certas reacções, alergias, sensibilidades, ou até de doenças.

Graças à Medicina Funcional e Integrativa, hoje já se pode olhar para a pessoa como alguém com individualidade própria tratando-o de forma única, mas infelizmente este tipo de medicina ainda não está disponível em todo o mundo. Por exemplo em Portugal há apenas a Dra. Cristina Sales e a sua equipa,  a integrar este tipo de medicina por muitos ainda desconhecida.  

Pela porta da Medicina Funcional e Integrativa entrou a Nutrição Funcional que engloba os conhecimentos das Ciências da Nutrição e Alimentação e enriquece-os com o reconhecimento de que cada indivíduo é único:

1 -  É único no conjunto dos seus genes e na expressão genética que favorece e estimula.
2 - É único na forma como, imunologicamente, tolera ou não tolera os alimentos que habitual e regularmente ingere. Nesta tolerância / intolerância reside, escondido, um factor de modulação da nossa saúde e bem-estar.
3 -É único na inter-relação sinérgica de ritmos biológicos, de trabalho, de lazer, de descanso.

Há anos que abundam as dietas disto e daquilo, cada especialista defende-a como se a sua fosse a melhor. Lembro-me que quando estudei Ciências da Nutrição nos anos 80, o que estava na moda era a Macrobiótica, que no fundo mais não era que um tipo de dieta vegetariana e que nunca me convenceu mesmo depois de terminar o curso e saber de trás para a frente as vantagens e desvantagens da mesma. Perguntarão porquê? – Porque procuro sempre o equilíbrio em tudo e muito mais na alimentação que nos sustenta no dia-a-dia.

Somos o Que Comemos?
Nasci na Europa, em Portugal, fui habituada a uma alimentação baseada no regime mediterrânico que inclui carne, peixe, lacticínios, cereais, legumes e frutas, sempre fui saudável, por que razão mudaria? Pessoalmente não teria razão nenhuma para mudar, mas esta minha razão não serve para todos, precisamente, porque o factor genético tem tanta influência na forma como o nosso organismo reage, resiste ou rejeita certos alimentos.

As dietas continuam a surgir com nomes mais ou menos interessantes, a Paleo por exemplo, talvez a mais recente com o nome mais antigo, consiste num regime baseado nos alimentos ingeridos pelo homem das cavernas ou seja o Paleolítico.

À medida que surge uma nova dieta surge também uma nova onda em que as opiniões divergem quase sempre. Porque a nutrição é não só uma das minhas áreas de formação, mas também de contínuo interesse, procuro manter-me informada ao longo dos anos sobre novos estudos e descobertas e chego à conclusão que nunca se chegará a nenhum consenso objectivo e válido de igual para todos, por isso a minha regra de ouro que é: - nada de excessos,  e na variedade é que está o segredo, sobre a qual já escrevi em Verdades sobre Uma Alimentação Saudável , continuará a ser o melhor conselho ou pelo menos um de bom senso.

Antes de terminar esta conversa, que já vai longa, sobre as afirmações de Hipócrates que “somos o que comemos” e que ainda hoje têm algum fundamento, gostaria de convidar quem me lê e domina o inglês, a ver um vídeo interessantíssimo, em que o Dr. Frank Lipman, Fundador e Director do Eleven Wellness Center, Dr. Mark Wyman - Chairman do Intitute of Functional Medicine e o Dr. Joel Kahn – Cardiologista e autor de Holistic Health Book, onde debatem e divergem sobre o consumo do açúcar, gorduras, glúten, lactose, entre outros, mas  terminam concordando que o importante é “comer os alimentos que Deus nos deu em vez dos que o homem faz”. Podem ver o vídeo aqui, asseguro-vos que são quase 30 minutos que valem a pena.  
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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Como Organizar o Seu Tempo

Chegado Setembro, no Sótão da Gina organiza-se melhor o tempo incluindo o das conversas aqui no Sótão, que prometem ser semanais e num dia completamente aleatório porque isto de conversas não há dias específicos para as termos.

Como Organizar o Seu Tempo
Para que o tempo dê para tudo o que nos propomos, surgiu  a conversa de como organizar o seu tempo, mas desengane-se se pensa que vai ler uma lista de como fazê-lo, porque a conversa não está muito para aí virada.

Repare que o próprio tempo está tão desorganizado que se esqueceu que ainda é Verão, e procrastinou de tal forma que está a permitir que o Outono se comece a instalar de mansinho no seu próprio tempo que já é tão escasso.

Como Organizar o Seu Tempo
É precisamente isto que nos pode acontecer quando não sabemos como organizar o nosso tempo – fazemos o que nos pedem, cumprindo como se fossemos robots, e o tempo começa a faltar-nos e a dar conta de nós, em vez de sermos nós a dar-lhe a conta e medida que queremos e quando queremos, ou não somos nós que mandamos nele? Referia-me ao tempo!

Acidentes de percurso podem ocorrer a qualquer um, mesmo àqueles que seguem religiosamente uma agenda, e esses chamados acidentes de percurso alteram de imediato todo o nosso querido e estimado tempo disponível.

- Quem já não chegou ao computador para uma tarefa simples e de repente, ou o PC ou a ligação à internet encrava, e uma hora depois até já nem sabe o que foi lá fazer?

- Quem já não ligou para alguém para fazer uma pergunta simples e após muito cordialmente dizer “boa tarde como está”, a pessoa do outro lado desfia toda uma converseta que uma hora depois já nem se lembra porque fez a chamada?
- Quem já não chegou a casa ao fim do dia de trabalho, levou o cão à rua por um instante antes de ir preparar o jantar e o “malandro” enrola-se numa poça de lama ou num monte de terra e uma hora depois de ter voltado a casa e forçosamente lhe ter dado banho já nem sabe o que preparar para jantar?

Podia continuar enumerando exemplos de muitos acidentes de percurso, e de certa forma fazer quem me lê rir, identificando-se com cada situação, mas para ser sincera não quero de todo contribuir para daqui a uma hora não saber o que estava a fazer!

Podia também fazer a tal lista que normalmente fazem em artigos de revistas, a dar conselhos de como organizar o seu tempo, mas como mencionei já no início desta conversa, não o vou fazer tão simplesmente porque o seu tempo não é igual ao meu, muito embora o de todos seja medido por um relógio que diz que tem 24horas.

O que posso e vou aconselhar é tão simples quanto isto:

Como Organizar o Seu Tempo

- Pode e deve usar uma agenda, seja ela em papel ou digital ou até ambas para tomar nota de tudo que é compromisso incontornável como consultas ou reuniões; todos os restantes compromissos ou tarefas podem ser reajustáveis conforme a forma como lhe decorre o dia, ou seja, conforme a quantidade de acidentes de percurso que lhe poderão aparecer, ou não, pelo caminho.
- Não se perca em tarefas inúteis e não perca o foco do que está a fazer no momento. Aquela coisa do “multitasking”  é um inglesismo muito giro, muito na moda,  igual em português ao multitarefas , mas que por vezes surte inútil porque ao perder o foco, pode ter de voltar atrás e fazer tudo de novo perdendo assim o tal precioso do tempo que tanta falta lhe faz.
- Tente organizar todas as tarefas de forma a ter o mínimo de esforço possível, com inteligência, rapidez e perspicácia, seja nas tarefas de casa seja no trabalho, no fim vai ver que com o tempo mais organizado, lhe sobra tempo para o que quiser.
- Abuse de juntar o útil com o agradável ouvindo música enquanto faz as suas tarefas em casa; vai ver que o tempo a trabalhar até parece passar mais rápido.

Como Organizar o Seu Tempo
- No fim do dia não se permita a enterrar-se no sofá a ver televisão enquanto está no PC, no tablet ou no telemóvel a cuscar o que se passa nas redes sociais. Claro que pode fazer isso na mesma, não está de castigo! Mas por favor a si, dedique um tempo para se desligar de tudo antes de dormir pois é aí que lhe surgirão as grandes ideias de como organizar o seu tempo para que o tempo nunca lhe falte para ter tempo de ser feliz.
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