quinta-feira, 28 de maio de 2015

A Culpa é do Stress

Com a ventania que se fez sentir em quase todo o nosso Portugal nestas últimas semanas, esta conversa deveria começar por dizer que a culpa é do vento que tem espalhado germes, pólenes e afins que nos têm infernizado a vida com inflamações e infecções respiratórias, mas não: a conversa no Sótão da Gina hoje, centra-se na desculpa tão vulgarizada que culpa o stress, por tudo e por nada.

Qualquer infortúnio, descuido, desaire, esquecimento, atraso, falha ou até puro desleixo leva com a frase: “é do stress”.

A Culpa é do Stress

Comecemos por dizer que ninguém é perfeito, certo? - Certo! Então não vale a pena a desculpa do stress para qualquer coisinha que poderá correr mal porque não cola, não dá, ninguém acredita, e o melhor é encarar a “coisa” como ela é e interiorizar o que na verdade correu mal para poder corrigir e na próxima correr melhor.

Senão vejamos – o que é afinal isto do “stress”?

Confunde-se ou por falta de informação, desinformação propositada ou por piada (sem graça nenhuma) o que na verdade é o stress, levando pessoas a falar do mesmo como se fosse uma doença. 

Há várias definições, denominações, deduções, conclusões e até estudos, mas para não complicar a conversa fomos apenas espreitar a definição da reconhecida revista Psychologytoday em que afirma que o stress é:  … simplesmente uma reacção a um estímulo que perturba o nosso equilíbrio físico ou mental. Por outras palavras, é uma omnipresente parte da nossa vida. Um evento com carga de stress elevada poderá desencadear uma resposta de ” luta ou fuga”  fazendo com que se sinta uma grande vaga de hormonas como a adrenalina e cortisol pelo corpo… poderá não ser possível controlar os factores de stress na vida, mas pode simplesmente alterar a reacção aos mesmos. 

A Culpa é do Stress
Todos os dias estamos expostos a questões de pressão, constrangimento, tensão, ansiedade e por vezes até em situações em que é necessário dar resposta rápida e eficaz no meio de alguma adversidade; é em cada uma dessas situações que se mede claramente o nível de capacidade que o organismo tem para regular a adrenalina e cortisol a fim de não causar desconforto e desiquilibrio.

Cada individuo reage de forma diferente, e cabe a cada um reorganizar-se de forma a melhor lidar com as tais situações em que o levam ao descontrole. Não há uma medida igual para todos, por isso é importante saber o seu limite.

Não se pode banir o stress da nossa vida mas pode saber-se geri-lo de forma mais eficaz, evitando, adaptando, alterando ou até aceitando, de forma diferente, as mesmas situações.

Há quem acredite que o exercício físico melhora a capacidade de gestão do stress, mas há outros que advogam algo completamente contrário como a meditação, portanto voltamos a referir que cada um tem a sua medida certa e a melhor maneira de chegar à mesma, se ainda não chegou, é experimentar o que pensa ser adequado; para isso, analise cada uma das suas reacções quando está só e tem um tempinho para uma breve introspecção, e não diga que não tem tempo, até aqueles minutos debaixo do chuveiro servem para o fazer.

A Culpa é do Stress

No Sótão da Gina há quem acredite que no ioga é que é que está o segredo, no entanto a anfitriã do sótão crê que banhos de mar são o elixir dos deuses, mas na sua falta,  olhá-lo e deixar a mente viajar nas suas ondas já são quanto baste para uma boa reflexão e de certa forma uma técnica de relaxamento eficaz. Faça o que fizer, não utilize a frase “a culpa é do stress” para nada, não lhe serve a si nem a quem a ouve… esforce-se para que o stress não domine os seus dias e verá que afinal também consegue ter um método eficiente para o manter em linha e na linha.


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terça-feira, 19 de maio de 2015

Casas com Alma Esquecida

Por todo o país se podem encontrar casas devolutas; na cidade de Lisboa, o flagelo é bem grande e hoje tornou-se no tema de conversa no Sótão da Gina, ao qual acabámos por intitular de Casas com Alma Esquecida.

Quando se passeia atentamente pelo campo, dá dó ver a quantidade de casas abandonadas à sua sorte, algumas de grande dimensão e opulência. Muitas terão certamente contribuído para a grande felicidade nas férias de muitas crianças de outros tempos. Amparadas apenas pela natureza, permanecem em pé até que essa mesma amiga natureza lhes vá permitindo, até que nada mais sobre que um amontoado de um resto de tudo e nada.

Casas com Alma Esquecida

Na cidade de Lisboa muito se poderia fotografar e escrever sobre as casas devolutas que foram abandonadas sem dó nem piedade e deixadas assim à sua sorte como que se nunca tivessem alma adentro.
Parámos em duas, muito perto entre si, vizinhas de prédios altos e modernos para que a sua pequenez seja ainda mais evidente.


Casas
 com
 Alma Esquecida
Reparámos em pormenores.

Fotografámos e imaginámos o que se teria passado entre aquelas paredes quando eram novas e cheiravam a tinta fresca.

Na casa de dois pisos, o nº 56 construída em 1873, em plena monarquia e reinado de D. Luís I, nesta casa que ainda hoje mostra orgulhosamente as iniciais (JRC) do seu ou sua proprietária, imaginámos as tertúlias à volta de uma simples taça de arroz doce acompanhada de um cálice de vinho do Porto, e conjecturámos o que levaria alguém abandonar esta casa deixando por lá as cortinas brancas-alvas nas janelas que outrora serviram de filtro entre os ocupantes em amena tertúlia e os olhares curiosos de quem pela rua passava. Que histórias guardarão aquelas paredes hoje sombrias e decrépitas, de alma esquecida, do século passado?

Não muito longe do nº56 ergue-se à sua sorte uma pequena casa cor-de-rosa, sem número de porta, mas pomposamente mostrando que também outrora tinha cortinas brancas-alvas. Aos transeuntes resta-lhes a curiosidade de ver as cortinas esvoaçarem por entre o entaipamento de tijolo e o exterior, imaginando o que aquela casinha cor-de-rosa hoje com a alma esquecida, contaria quando nela habitavam gentes com alma e vigor, num então desconhecido por quem hoje por ela passa.

Casas com alma esquecidas deveriam ser preocupação de quem hoje tanto se empenha em lançar betão em qualquer metro quadrado que exale a lucro fácil e rápido.

Casas com Alma Esquecida
Muito poderá ser feito se sociólogos e historiadores também queiram contribuir para a recolha de informação destas casas com alma esquecida espalhadas pela cidade de Lisboa, e em conjunto com os arquitectos da autarquia (que são em grande número) demonstrem interesse para as reconstruirem, reabilitarem e devolverem à sociedade de forma a poderem ser de novo orgulhosamente úteis e habitáveis.

No Sótão da Gina fica a inquietação e o sabor amargo de tanto para dizer, tanto para fazer e de repente até é resolvido por qualquer chinês que compra uma destas casas com alma esquecida e a devolve à sociedade, falando um idioma que ainda não dominamos mas que a par e passo nos vai dominando o nosso quotidiano.
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domingo, 10 de maio de 2015

Mudança – Lei da Vida

 Dizia John Kennedy - A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro e hoje no Sótão da Gina conversa-se sobre o tema da mudança e se de facto concordamos com o que John Kennedy disse que mudança é a lei da vida.

A anfitriã do Sótão da Gina mudou-se de residência mais uma vez, razão pela qual as conversas no sótão ficaram a aguardar que se organizasse, ambientasse e conseguisse criar o ambiente propício para as conversas habituais, onde os aromas a alfazema, jasmim e camomila se misturam com o de canela e pétalas de rosa cor de chá, fazendo com que se sinta de novo em casa no sótão do costume.

Mudança – Lei da Vida
A sábia frase de John Kennedy com que iniciámos esta conversa - A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro – leva-nos a reflectir que:

1 - Passado bom ou mau é passado; deve ficar bem guardado na gaveta do passado que se abre só se for necessário ir lá buscar algo de interessante que nos sirva de aprendizagem para o presente ou futuro.

2 – Presente é agora e deve ser vivido ao momento, ao milímetro, à oportunidade, sem hesitações.

3 – Futuro é daqui a pouco - pode ser sonhado, idealizado, desenhado, escrito, planeado e de repente, sem que o queiramos trocam-nos as voltas; mudam-nos as peças do puzzle e voltamos a ter de refazer todo o plano de novo, uma, duas ou todas as vezes necessárias para que possamos ajustá-lo às nossas reais necessidades utilizando o livre arbítrio que nos foi concedido e inscrito à nascença.

O cientista mais famoso do mundo, Stephen Hawking, diz que Inteligência é a capacidade de se adaptar à mudança, mas nós pensamos que inteligência à parte – a capacidade de adaptação à mudança é mais uma questão de coragem de enfrentar o desconhecido e fé no que está para vir.

Mudança – Lei da Vida
Quem não tem estas capacidades acaba por ficar estagnado no tempo, e muitas vezes, como se diz na gíria “engolir muitos sapos” em vez de voltar à mesa de desenho, colocar uma nova folha em branco e projectar tudo de novo, do princípio e com o princípio e finalidade de servir melhor tudo o que carece.

Na mudança, há que também ter a coragem de fazer uma triagem do que vale a pena transportar para a nova morada, para o novo futuro – de nada vale carregar com objectos que nada lhe servem um propósito na nova vida.

A mudança de local de residência comporta também a avaliação das nossas necessidades actuais que se reflectem no futuro, não só de atitudes mas também de novas disposições, para que a mudança seja de facto benéfica e útil para o nosso amanhã.

Mudança – Lei da Vida
Pensando como John Kennedy que - mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro, no Sótão da Gina cremos que o futuro que é realmente nosso pode ser uma lei rescrita e desenhada todas as vezes que quisermos para melhor nos servir uma vida sã, agradável e feliz como a idealizámos ontem e a transformamos hoje num agora muito a nosso bel-prazer. 
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