domingo, 11 de outubro de 2015

Optimismo e o Princípio de Pollyana

O Outono vai-se instalando e no Sótão da Gina a conversa centra-se na despedida dos dias  alegres ao ar livre,  e no reencontro de nós próprios com o aconchego do nosso lar, com o nosso eu, levando-nos a meditar se o princípio de Pollyana é de ter em conta para um optimismo tão necessário nestes dias que se avizinham cinzentos. 

Vive-se demasiado o negativo; ri-se ao ver cair, critica-se por criticar, espezinha-se quem publicamente erra, satiriza-se e perpetua-se o que de mais negativo a sociedade nos mostra, e se em vez disso começássemos a tentar mudar um pouco esta tendência, tornando-nos mais flexíveis, gratos, amigos e alegres? Como?!

- Que tal meditar no optimismo aplicando os aspectos positivos do princípio de Pollyana? 

Optimismo e o Princípio de Pollyana

Mas quem é Pollyana e o que é o tal “Princípio de Pollyana”?  

Pollyana é um romance de Eleanor H. Porter publicado em 1913, considerado um clássico da literatura infanto-juvenil, posteriormente utilizado num filme mudo em 1919 que bastante mais tarde, em 1960 deu origem a um filme a cores e com som.

Neste romance,  Pollyana, uma menina de onze anos, que após a morte de seu pai, um missionário pobre, vai morar noutra cidade, com uma tia rica e severa que ela não conhecia . No seu novo lar, passa a ensinar às pessoas, o "jogo do contente" que havia aprendido com o seu pai. O jogo consiste em procurar retirar algo de bom e positivo em tudo, mesmo nas coisas aparentemente mais desagradáveis. O optimismo, para além da bondade,  era o seu maior atributo.

Optimismo e o Princípio de Pollyana
Resumidamente, o “Princípio de Pollyana” baseia-se na história da menina que via tudo "cor-de-rosa", acreditando no melhor da vida e das pessoas, que ela consegue sempre sensibilizar pelo amor, bondade e pureza de sentimentos, sentindo-se capaz de transformar o mundo.

A autora presbiteriana, Eleanor H. Porter, focou nesta história um aspecto da evangelização cristã, de que é necessário procurar, incentivar  e manter a felicidade - o amor e o bem, mesmo nas situações mais difíceis e adversas, seguindo os princípios de Jesus Cristo, e curiosamente (ou não) apesar de tanto em psicologia como em sociologia, isto ter-se passado a chamar "Princípio de Pollyana", os autores raramente citam ou dão sequer a entender a origem cristã, secularizada, desse comportamento descrito.

Claro que em tudo se pode encontrar um aspecto negativo, e o princípio de Pollyana que alguns até satirizam de síndroma de Pollyana, quando em exagero pode resultar numa fuga da realidade, uma tendência amplificada de ver tudo cor-de-rosa, ser demasiado ingénua ou até ilógica ou inconsequente.

O bom senso é grande mestre de sabedoria  - este ajuda a utilizar e equilibrar o princípio de Pollyana para que os nossos dias tendam a ser vividos com muito mais optimismo e com mais cor mesmo que os céus se apresentem cinzentos.
Optimismo e o Princípio de Pollyana

Como?

No Sótão da Gina não temos fórmulas mágicas para nada, mas cremos que - se ignorar o ruído que não lhe faz falta, escutar os outros de forma imparcial e calma, se for altruísta, grato pelo que tem, se for capaz de sorrir para as pequenas coisas, como que,  saboreando as ínfimas conquistas,  e passar a palavra de que os seus dias valem mais a pena se coloridos - o optimismo, muito provavelmente começará a instalar-se em si, de maneira progressiva e equilibrada, contagiando em forma de onda gigante o “Optimismo e o Princípio de Pollyana” em toda a sua volta.  

Se gostou, comece por enviar este artigo aos seus amigos para que se sintam também contagiados por este optimismo e o princípio de Pollyana, e se tiver tempo veja ou volte noutro dia a ver o filme de 1960 que achámos um verdadeiro mimo para esta tarde domingo.

Clique aqui para ver o filme, vá buscar as pipocas e desfrute!



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