quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal

Do Sótão da Gina para o  Mundo seguem votos de Feliz Natal 



FELIZ NATAL


Que o Menino Jesus seja colocado bem no centro do Natal para que ilumine o caminho de 2016

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Santos de Casa não fazem Milagres

A conversa não é meiga, não vai acompanhada de fotografias belas, e nem vale a pena saber porque veio à baila hoje este assunto, até porque pode ser tão recorrente nas conversas do dia-a-dia, que no Sótão da Gina até já quase que o consideramos banal ao de volta em vez, dizer “santos de casa não fazem milagres”.

Colocando o dedo bem no centro da ferida e escarafunchando bem no significado deste ditado popular português “santos de casa não fazem milagres” não podíamos deixar de mencionar o assunto que tantos, enquanto, outros tantos fazem de conta que não é bem assim: o assunto do acolhimento dos refugiados vs os nossos sem-abrigo.

Santos de Casa não fazem Milagres
Que melhor não assenta o ditado “santos de casa não fazem milagres” a este assunto (?!) que assola uns, incomoda outros, enquanto que, a outros é assim como que algo que tanto lhes faz,  até  porque estamos na altura de oferecer uns quantos casacos e mantas,  mais umas quantas ceias aos sem-abrigo e com isso a alma fica lavada até para o ano que vem.  Isto numa margem de um rio bastante largo, porque na outra margem estão os refugiados que ao chegarem a Portugal são recebidos como VIP´s no aeroporto, bem acolhidos e  bem acomodados em boas casas e com bons subsídios para assim fazerem uma vida digna e confortável.  

Lamentável este rio tão largo que nos separa.

Os nossos santos, de facto, não conseguem fazer milagres em sua própria casa.  

Os nossos sem-abrigo não precisam só de casacos, mantas e uma ceia de Natal. Precisam sim, urgentemente de psiquiatras e psicólogos para os tratarem e ajudarem a serem reintegrados  nas suas famílias e na sociedade. O associar os sem-abrigo a pessoas que não têm casa porque não têm emprego é no mínimo enganador, quase-quase a dar para o embuste.

Dar casacos, mantinhas, sopinhas e ceias de Natal aos sem-abrigo convêm muito às múltiplas IPSS e afins que vivem à conta de pagamentos dos nossos impostos, e por isso a abordagem é colocar um penso em vez de curar a ferida.

Em Lisboa, a Santa Casa da Misericórdia fez um levantamento em 2013, sinalizando os sem-abrigo de Lisboa, mas falta o resto, todo o resto do quase nada já feito - por isso colocam-se tantas questões que nos fazem repetir vezes sem conta com alguma mágoa – os nossos santos não fazem milagres na sua própria casa porquê?

 - Se para os refugiados surgiram muitos mais voluntários que refugiados

- Se para os refugiados multiplicaram-se as associações, fundações, confederações, IPSS, comunidades, bancos, redes, e um mais não sei o quê de aglomerados de gente conhecida a apoiar a fazer um não sei o quê

- Se para os refugiados a UE disponibilizou fundos para lhes oferecer todas as benesses para uma vida digna

- Se para os refugiados quem não apoia é considerado indecoroso ou xenófobo

E afinal dos quase cinco mil que nos foram alocados só 50 aceitam vir para este nosso rectângulo à beira-mar plantado de gente, onde muitos dos ditos e ditas empresas de voluntariado, movem-se não com combustível voluntário e gratuito mas sim com combustível chamado euros e mais euros em subsídios da UE. Triste, e indecoroso!

Para os nossos sem-abrigo é preciso o quê? É preciso mover qual céu e qual terra, para mobilizar toda uma comunidade tão qualificada como a dos refugiados? À pois – a UE não paga subsídios para reintegrar os seus sem-abrigo… Triste, e indecoroso!

Santos de Casa não fazem Milagres

Lamentável este rio tão largo que nos separa.

Os nossos santos, de facto, não conseguem fazer milagres em sua própria casa.

Santos de Casa não fazem Milagres Mesmo! No Sótão da Gina, se dúvida houvesse, finalmente percebemos porque este ditado é português!

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Praia no Outono em Portugal

 Em Dezembro, o normal para muitos, seria falar de Natal e de prendas e de receitas para as festas e tal… mas aqui no Sótão da Gina fala-se, finalmente, de praia em Novembro, e diz-se finalmente porque têm sido frequentes as perguntas sobre uma ida da anfitriã à praia não só para almoçar à beira-mar mas sim para banhos, e por isso, devido a pedidos vários, o tema da conversa ser, inevitavelmente, praia no Outono em Portugal.

Num belo domingo de Novembro, mais especificamente no dia 8 de Novembro de 2015 a vossa estimada anfitriã foi até à Foz do Lizandro, uma praia no Distrito de Lisboa, concelho de Mafra, bem pertinho da Ericeira. Como mulher que se prepara antes de sair, consultou as aplicações disponíveis no seu android sobre o tempo, incluindo o que faria na praia em questão, e nem querendo acreditar nas previsões, em três tempos tomou uma decisão simples mas memorável.

Preparada para um dia de praia como se Verão fosse – havaianas (o seu calçado preferido) biquíni, mini-saia de ganga e t-shirt, chapéu de palha (mais para o estilo que outra coisa) óculos de sol + o saco de praia devidamente apetrechado à tiracol, ala que se faz tarde rumo à Foz do Lizandro para um apetecível almoço na esplanada, e possivelmente uma bela tarde de banhos de sol. Mas eis que ao lá chegar dando-se com figuras tão inapropriadamente vestidas para os 23º de temperatura, soltando um sorriso mental, pensou que o dia seria ainda bem mais divertido, do que jamais pensaria ao sair para a praia naquele dia de Novembro.

Praia  no Outono em Portugal

Depois de uma volta inicial pela praia, bebendo daquele cheiro e daquela brisa morna que lhe era tão agradável, sentou-se à mesa da esplanada para um almoço tranquilo, preguiçoso e muito solarengo, divertindo-se com uma autêntica dança de cadeiras e mesa que um casal fazia, por achar - pasme-se - que “fazia muito sol”; sentaram-se dentro do restaurante, depois mudaram-se para a esplanada, e foram movendo mesa e cadeiras para se afastarem do sol, aquele malvado que queimava em Novembro… Às tantas o senhor levantou-se e quando voltou, a senhora já não se encontrava ali porque tinha, ela, mesa e cadeiras, ido para outro local qualquer já longe da sua vista.

A indumentária das pessoas nos restaurantes da praia, nas esplanadas, sentados a ler, a passear e no próprio areal era de rir, rir, e de rir ainda mais; estava quase tudo vestido à Inverno, não à Outono mas sim à Inverno – as botas, as golas altas, os cachecóis, os blusões faziam as delícias de uma alma que tinha tirado o dia não só para  gozar em pleno aquela belíssima praia, como também gozar das vistas cómicas que lhe passavam por todos os lados. Com tanta tecnologia à disposição, nem o próprio sol que lhes entrou pela janela os fez pensar que se calhar, se calhar era melhor mudar de roupa antes de sair…

Salvo os surfistas, e salvo ela própria, havia apenas um casal a usufruir em pleno daquele dia tão maravilhoso, brindado talvez por uma natureza um pouco alterada, quiçá até um pouco doente, mas ainda assim nada menos que fantástica, e que por si só merecia ser vivida na sua plenitude.

No restaurante disseram que a água estava com uma temperatura de 22º e que haviam avistado golfinhos há poucos minutos, fazendo com que o delicioso e preguiçoso almoço se encurtasse e terminasse para pôr à prova tal informação.

Praia  no Outono em Portugal
Quase não querendo acreditar, as temperaturas do ar e da água quase iguais (?!) como uma bailarina, pé-ante-pé dirigindo-se à água numa maré a vazar, num ritmo cadente e bem compassado, entrou na água e agradeceu aos deuses das alterações climáticas pela bênção que foi aquele banho ao envigorar-lhe a alma. Ao olhar à sua volta apercebendo-se que para além dos surfistas, um casal, apenas um casal fazia o mesmo que ela, rapidamente chegou à conclusão da derradeira razão pela qual sempre admirou surfistas; para além da ousadia e coragem que têm para cavalgar qualquer onda em qualquer dia do ano, em qualquer estado de tempo – o seu espírito livre cujo mote é “vive e deixa viver”, era, e é seguramente o mesmo que o seu, e havia ficado provado naquele invulgar dia de praia em Portugal no Outono.

Não deixe de ver a captação de imagens do dia de praia no Outono em Portugal que agreguei no vídeo (abaixo) com música de fundo de Vangelis, intitulada “La Petite Fille de la Mer” e deixe-se embalar porque o Outono não tem de ser cinzento, pelo menos no Sótão da Gina assim pensamos.  


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